Existem duas categorias de pessoas que eu admiro muito: as que escrevem bem e as que fotografam bem. Eu, lamentavelmente, não me enquadro em nenhuma delas. No entanto, tenho vivido momentos tão bons, que fazem com que eu me sinta tão imensamente feliz, que sinto necessidade em registrá-los. Inclusive, tem uma frase da Adélia Prado que descreve, mais ou menos, o que eu estou tentando fazer aqui: "Sofro por causa do meu espírito de colecionador-arqueólogo. Quero pôr o bonito numa caixa com chave para abrir de vez em quando e olhar." Não sou a Adélia Prado, nem escrevo bem como ela (aliás, bem longe disso), mas temos esse anseio em comum. Portanto, amigos, se estiverem dispostos a me ler, preparem-se para um texto de uma amadora*.
Vamos ao que interessa. Há alguns anos, recebi um convite que, literalmente, mudou a minha vida. Era uma fase em que eu estava assim, como o Zeca Baleiro: triste, tristinha. Mais sem graça que top-model magrela na passarela. Tava só, sozinha. Mais solitária que paulistano, que um vilão de filme mexicano. (Ando cheia das citações. Culpa do TCC!). Pois bem, voltando, fui convidada para uma escalada. Na época, eu nem sabia direito do que se tratava. Era uma sedentária, capaz de ter parada cardíaca se corresse até a esquina. Mas, para a minha felicidade, eu aceitei. E foi amor à primeira vista! Tudo o que se sucedeu após esse episódio fez com esses últimos anos fossem os melhores da minha vida. Conheci muita gente bacana e lugares espetaculares, fui muito além das minhas expectativas, do que meus sonhos modestos almejavam. Guardo todas essas lembranças no meu coração, e, no intento de não deixar que me fujam da memória, resolvi escrever aqui. É um ato desprentencioso de uma piegas assumida apaixonada pela vida.
Espero que gostem!
*A.ma.dor
adjetivo e substantivo masculino
1. Aquele que, por gosto ou profissão, exerce qualquer ofício ou arte.
2. Aquele que ama.
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